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Resumo do Projeto
Este ensaio clínico, conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, visa avaliar a eficácia da intervenção digital com a aplicação móvel RespiRA. O estudo foca-se na monitorização inteligente de adultos com asma moderada persistente, comparando o uso de uma ferramenta digital dedicada com o cuidado clínico habitual. A investigação pretende determinar se a integração de ferramentas de mHealth consegue converter dados de monitorização em resultados clínicos tangíveis, como a melhoria da qualidade de vida e a redução de exacerbações.
Cenário Clínico
A asma afeta cerca de 700.000 adultos em Portugal. Apesar dos tratamentos existentes, mais de 50% dos doentes não têm a doença controlada.
O modelo tradicional de consultas esporádicas falha na monitorização diária. A aplicação RespiRA surge para preencher esta lacuna, integrando:
Questionário ACT (Asthma Control Test).
Registo de Peak Flow (Débito Expiratório Máximo).
Planos de Ação Automáticos baseados em algoritmos clínicos.
Objetivos do Estudo
Objetivo Primário
Avaliar se a aplicação RespiRA melhora o controlo da asma (medido pelo score ACT) ao fim de 12 semanas, comparativamente ao tratamento padrão.
Objetivos Secundários
Analisar o impacto da aplicação nos valores de débito expiratório máximo (peak flow).
Determinar se a intervenção digital está associada a uma redução no número de exacerbações de asma.
Avaliar o efeito da RespiRA na adesão à medicação de controlo prescrita.
Analisar as alterações na qualidade de vida relacionada com a asma através do questionário AQLQ.
Perceber a diferença entre grupos no número de episódios de recurso ao serviço de urgência e na satisfação dos participantes.
Metodologia em Resumo
O estudo é um Ensaio Clínico Controlado e Aleatorizado (RCT) de fase piloto/pré-teste.
População: Adultos (18-65 anos) com asma moderada.
Duração: 12 semanas de intervenção.
Grupos:
Grupo Intervenção: Acesso à App RespiRA + Cuidado habitual.
Grupo Controlo: Cuidado habitual isolado.
Estado do Projeto: Início previsto para 1 de setembro de 2026.